minha avó
inventou uma máquina
de avessar os dias:
antes de sua morte
pôs-se a engendrar
memórias
xxxxxxx - gente com asas
xxxxxxx - estranhas histórias do tempo
xxxxxxx - cães de nomes improváveis
xxxxxxx xxxxxxx xxxxxxx xxxxxxx e lindos
eliminou
de seus dias as
pessoas reais -
xxxxxxx que pode
xxxxxxx haver de mais tedioso
xxxxxxx que gente
xxxxxxx concreta
xxxxxxx ou tijolos e barro e pedras?
minha avó
xxxxxxx com sua máquina de
xxxxxxx avessar os dias
acordava
a casa no meio da noite
ironizava
a invenção do vento
esquecia
os nomes inúteis das filhas
recriava
o absurdo nãolinear do tempo.
era uma máquina
de costurar avessos -
retalhos
coloridos do tempo:
guardei-a para mim
xxxxxxx - minha avó
xxxxxxx e sua máquina de aventuras -
para usá-la
quando for
meu tempo.
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Em sinal de luto, as portas e cortinas deste museu estão cerradas, assim como eu. Um dia voltaremos.
Entrevista com José Delfino
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O TEOREMA DA FEIRA interrompe a pausa de fim de semana para postar a seguinte Entrevista do Médico e Poeta José Delfino a Lívio Oliveira (lembrando que Delfi...
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